Com novos casos confirmados em 2026, a mpox voltou ao centro das discussões em saúde pública. Saiba quais são os sintomas, como ocorre a transmissão, quais os sinais de alerta e quando procurar atendimento médico.

Mpox no Brasil: quando se preocupar? Entenda os sinais de alerta, transmissão e riscos

Após o Carnaval de 2026, o termo “mpox” registrou aumento significativo nas buscas no Google. A confirmação de casos em estados como São Paulo e Rio Grande do Sul despertou preocupação e levantou dúvidas sobre uma possível nova onda da doença no país.

Mas o que realmente está acontecendo?

Até o momento, o cenário é de casos pontuais e monitorados, sem declaração de surto nacional. As autoridades de saúde reforçaram a vigilância epidemiológica e seguem acompanhando de perto a evolução dos registros.

Os dados mais recentes indicam que o Brasil já registra cerca de 50 a 55 casos confirmados de mpox em 2026, com predominância de quadros leves a moderados e sem registro de óbitos até o momento.

O estado de São Paulo concentra a maior parte das confirmações, com aproximadamente 44 casos entre janeiro e fevereiro, além de notificações em investigação.

O período pós-Carnaval naturalmente chama atenção por envolver aglomeração, contato físico próximo e grande circulação de pessoas, fatores que podem facilitar a transmissão de diferentes vírus. Ainda assim, não há declaração de surto nacional. O cenário atual é de monitoramento ativo pelas autoridades sanitárias.

Nova variante identificada pela OMS

Outro ponto que contribuiu para o aumento das buscas foi a confirmação, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da identificação de uma nova variante do vírus da mpox.

Segundo a entidade, trata-se de uma variante resultante da recombinação genética entre dois clados diferentes do vírus (Ib e IIb). Casos foram identificados fora do Brasil e seguem sob monitoramento internacional.

Até o momento os casos registrados apresentaram sintomas leves, semelhantes às variantes já conhecidas, não há evidência de aumento de gravidade.

A identificação de variantes é um fenômeno esperado em vírus que continuam circulando. A recombinação genética não significa automaticamente maior risco, mas exige acompanhamento técnico contínuo.

O que é Mpox?

A mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, pertencente à família Orthopoxvirus, a mesma da varíola humana.

Na maioria dos casos, apresenta evolução leve a moderada. No entanto, requer diagnóstico e acompanhamento adequados para evitar complicações e reduzir a transmissão.

Como ocorre a transmissão da Mpox?

A transmissão ocorre principalmente por:

  • Contato direto com lesões de pele
  • Contato com fluidos corporais
  • Proximidade física íntima prolongada
  • Compartilhamento de objetos contaminados (toalhas, roupas, roupas de cama)

Nos surtos recentes, o contato íntimo tem sido uma das principais formas de transmissão identificadas.

Sintomas da Mpox: como identificar?

Os sintomas costumam surgir entre 5 e 21 dias após a exposição ao vírus.

A fase inicial pode se parecer com um quadro viral comum, semelhante a um resfriado ou gripe leve. Muitos pacientes relatam:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular
  • Cansaço intenso
  • Aumento dos gânglios (ínguas)

Essa fase pode durar de 1 a 3 dias antes do surgimento das lesões na pele, que são o principal sinal característico da doença.

Em seguida, podem surgir lesões que evoluem em etapas:

  • Manchas avermelhadas
  • Pápulas (lesões elevadas)
  • Vesículas (bolhas com líquido)
  • Pústulas
  • Formação de crostas

As lesões podem aparecer no rosto, tronco, membros e também na região genital ou anal.

O paciente pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões.

Mpox tem cura?

Não há tratamento antiviral específico de uso rotineiro para todos os pacientes.

O manejo geralmente envolve:

  • Controle da dor e desconforto
  • Hidratação adequada
  • Tratamento sintomático
  • Monitoramento clínico

A maioria dos casos evolui para recuperação espontânea em 2 a 4 semanas, sem necessidade de internação.

Casos graves são raros, mas podem ocorrer principalmente em pessoas imunossuprimidas, crianças pequenas, gestantes ou indivíduos com comorbidades.

Quando procurar atendimento médico?

É fundamental buscar avaliação médica se houver:

  • Lesões cutâneas suspeitas
  • Febre
  • Ínguas dolorosas
  • Contato próximo com caso confirmado

O diagnóstico precoce permite orientação adequada e reduz o risco de transmissão.


O cenário atual da mpox no Brasil não é motivo para pânico, mas exige vigilância, especialmente em períodos de maior exposição a contato físico próximo, como após o Carnaval.

A melhor estratégia continua sendo a informação baseada em evidência, o acompanhamento das orientações das autoridades de saúde e a busca por atendimento médico diante de sintomas suspeitos.

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